Plataforma certificada pela Meta como Business Solution Provider entrega controle granular sobre prazos de resposta, dashboards integrados e alertas automáticos para operações comerciais e de suporte no WhatsApp e outros canais
A Hablla, startup de IA, com metodologia de marketing conversacional integrado, sediada em São Paulo e certificada pela Meta como Business Solution Provider (BSP), implementou na plataforma um módulo de gerenciamento de SLA (Service Level Agreement) que permite às empresas definir, monitorar e receber alertas sobre os prazos de atendimento em canais como WhatsApp, Instagram, Facebook, e-mail e chat, sem a necessidade de ferramentas externas.
O Decreto nº 11.034/2022, conhecido como Lei do SAC, estabelece que empresas devem dar resposta efetiva às demandas dos consumidores no prazo máximo de 7 dias corridos. A legislação aplica-se a todas as empresas que fornecem produtos ou serviços no Brasil, independentemente do porte ou segmento. Para empresas que operam com atendimento via canais digitais como o WhatsApp, o cumprimento do SLA não é apenas um compromisso comercial, mas uma obrigação legal com potencial de gerar sanções em caso de descumprimento.
A Hablla estrutura internamente três níveis de SLA para suas operações e para os clientes da plataforma. O primeiro é o compliance legal, que atende ao prazo determinado pela legislação. O segundo é o SLA competitivo, que trabalha com tempos de primeira resposta de até 5 minutos no WhatsApp e resolução em até 1 hora. O terceiro é o que a empresa denomina SLA Inteligente, que combina triagem automática, resposta contextual e transbordo para atendimento humano quando necessário.
“A regulamentação define o piso legal, mas não define o comportamento do cliente. Na prática, um cliente que não recebe resposta rápida não espera até o limite legal: ele vai para a concorrência. O SLA configurável nos permite entregar para cada empresa um controle preciso sobre esse comportamento”, Marcus Barboza, CRO e cofundador da Hablla.
O gerenciamento de SLA da Hablla é configurável por setor, por tipo de atendimento e por canal. Administradores podem definir prazos de primeira resposta, tempo máximo de resolução e critérios de prioridade dentro da própria plataforma. Quando um atendimento se aproxima do limite ou ultrapassa o prazo definido, o sistema gera alertas automáticos para os responsáveis, sem a necessidade de monitoramento manual.
Os dados de SLA são exibidos nos dashboards da plataforma em tempo real. O painel apresenta o tempo médio de primeira resposta, a taxa de atendimentos resolvidos dentro do prazo, o CSAT (índice de satisfação do cliente) e o FCR (resolução no primeiro contato), organizados por setor, usuário e período. Essas métricas são geradas automaticamente a partir das conversações registradas nos canais conectados à plataforma.
Entre os indicadores disponíveis no dashboard de SLA da Hablla estão o tempo de primeira resposta, que mede o intervalo entre o recebimento da mensagem e a primeira resposta em operações comerciais e de suporte, e o tempo de resolução, que registra a duração total do atendimento até o fechamento em áreas de suporte. O painel também apresenta o CSAT, índice de satisfação do cliente por atendimento aplicado a operações comerciais e de suporte, e o FCR, taxa de atendimentos resolvidos no primeiro contato utilizada em suporte. O sistema gera alertas de SLA com notificações automáticas quando o prazo se aproxima ou é ultrapassado, aplicáveis a operações comerciais e de suporte. Todos os dados podem ser segmentados por setor, usuário, canal e período através de filtros configuráveis para gestão.
"O dashboard não é um relatório passivo. Ele funciona como um painel de controle da operação. Quando um atendimento está fora do SLA, o gestor vê isso em tempo real e pode redistribuir, priorizar ou intervir antes que isso afete a experiência do cliente", explica Alvaro Magri, CTO e cofundador da Hablla.
O monitoramento de SLA da Hablla funciona de forma integrada em todos os canais conectados à plataforma. Isso significa que uma empresa que atende pelo WhatsApp, Instagram e e-mail simultaneamente consegue aplicar prazos diferentes por canal e visualizar o desempenho de cada um no mesmo dashboard, sem fragmentação de dados.
70% das empresas brasileiras utilizam o WhatsApp como canal comercial, segundo dados da Opinion Box. No contexto de uma operação que concentra vendas, suporte e relacionamento pós-venda em uma única plataforma de mensagens, o controle de tempo de resposta passa a ser um fator diretamente vinculado à taxa de conversão e à retenção de clientes.
“Quando uma empresa define um SLA de 5 minutos para primeira resposta no WhatsApp e não tem ferramenta para medir isso, o SLA não existe na prática. O que a Hablla entrega é a visibilidade que transforma um acordo interno em uma operação real e mensurável”, Rodrigo Xavier, CEO e cofundador da Hablla.
A Hablla reporta atualmente mais de 30 milhões de atendimentos processados pela plataforma, com 13.600 usuários ativos e mais de 285 milhões de mensagens trocadas. A empresa opera com mais de 68 milhões de execuções de fluxo de automação registradas até a data de publicação deste release.
A plataforma oferece integração com sistemas externos via API, incluindo ERP e CRM de terceiros, permitindo que os dados de SLA sejam consolidados junto com informações de outras áreas da operação comercial.
A Hablla é certificada pela Meta como Business Solution Provider, o que garante que as operações realizadas pela plataforma no WhatsApp Business API estão em conformidade com as políticas da Meta. A empresa também opera em acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Lei nº 13.709/2018, utilizando medidas técnicas de segurança para preservar a inviolabilidade dos dados dos usuários.
A startup brasileira Hablla, plataforma de marketing conversacional com uso de inteligência artificial generativa e automação de receita, concluiu em dezembro de 2025 uma rodada de investimentos que totaliza R$ 3,1 milhões, com aportes realizados ao longo de 2024 e 2025 por meio do programa Inova 3 e da gestora de venture capital Bossa Invest.
A captação ocorre em um contexto de maior seletividade no mercado de venture capital, no qual investidores têm priorizado empresas com geração de receita comprovada, eficiência operacional e modelos de negócio sustentáveis. Entidades do setor e análises de mercado indicam que esse movimento reflete critérios mais rigorosos na alocação de capital ao longo de 2025.
Nesse cenário, a Hablla construiu sua trajetória com foco em execução. Fundada em 2023, a empresa nasceu em modelo bootstrap, com capital próprio dos sócios, e atingiu o breakeven em apenas três meses de operação, já na aquisição do quinto cliente. Desde então, manteve crescimento baseado em receita, utilizando capital externo como instrumento de aceleração.
O primeiro aporte ocorreu em 2024, por meio do programa Inova 3, iniciativa que prevê investimentos progressivos de até R$ 750 mil. Das 17 startups participantes, apenas três atingiram o valor máximo do programa. Além de avançar pelas três etapas, a Hablla recebeu um investimento adicional de R$ 850 mil da Bossa Invest ainda em 2024, após avançar pelas três etapas do programa.
Em dezembro de 2025, a gestora realizou um novo aporte de R$ 1,5 milhão, elevando o total investido para R$ 3,1 milhões e ampliando a participação da gestora na empresa.
Do ponto de vista financeiro, a empresa registrou crescimento de receita ao longo do período. Em 2023, registrou faturamento de R$ 851 mil. Em 2024, a receita saltou para R$ 3,1 milhões e, para 2025, a expectativa é encerrar o ano com R$ 9 milhões em faturamento.
Segundo Rodrigo Xavier, CEO e founder da Hablla, o crescimento está diretamente ligado a decisões estratégicas tomadas desde o início da operação. “O foco sempre foi construir um negócio sustentável, com crescimento baseado em receita, previsibilidade e geração de valor consistente para os clientes”, afirma.
Para Álvaro Magri, CTO e founder, a tecnologia foi um fator-chave para sustentar a escala. “A plataforma foi desenvolvida para integrar atendimento, marketing e vendas em um único fluxo operacional, o que permitiu escalar mantendo eficiência e controle”, explica.
Já Marcus Barboza, CRO e founder, destaca que a previsibilidade foi tratada como pilar estratégico. “Trabalhar com performance e consistência de receita não foi uma consequência do crescimento, mas uma decisão desde o primeiro dia”, analisa.
O movimento da empresa ocorre em meio à expansão do mercado de tecnologia conversacional. De acordo com a MarketsandMarkets, o mercado global de inteligência artificial conversacional deve crescer de US$ 13,2 bilhões em 2024 para US$ 49,9 bilhões até 2030, com taxa média anual de 24,9%. No Brasil, relatórios de mercado indicam crescimento acelerado do setor de soluções conversacionais e chatbots, impulsionado pela adoção de automação no atendimento e pelo uso intensivo de aplicativos de mensageria no relacionamento entre empresas e consumidores, com destaque para o WhatsApp, principal canal desse ecossistema. Segundo análise do IMARC Group, o mercado brasileiro de chatbots apresenta projeções de expansão sustentada nos próximos anos.
Na visão dos investidores, a trajetória da Hablla reflete um perfil cada vez mais valorizado no ecossistema de inovação.
“Para a Bossa Invest, programas como o Inova cumprem um papel fundamental no fortalecimento do ecossistema de inovação ao permitir investimentos em estágios muito iniciais com maior profundidade de análise e acompanhamento. Esse modelo reduz assimetrias de informação, aproxima investidores dos empreendedores desde o início da jornada e cria condições para que startups como a Hablla amadureçam sua proposta de valor, estrutura operacional e estratégia de crescimento antes de ciclos mais robustos de capital. É um tipo de investimento que combina capital, método e proximidade, aumentando a probabilidade de construção de negócios sustentáveis no longo prazo”, pondera Daniel Coimbra, Head de Venture Capital da Bossa Invest.
De acordo com Marcos Regueira, Manager For Special Projects do Sebrae/SC e Inova Startups, “o Programa INOVA Startups é uma das ações do Sebrae que contribuem para a sua missão, que é: ‘Impulsionar o empreendedor ao sucesso’. Para o Programa, é uma honra ter a Hablla em seu portfólio de investimento, sempre lembrando que empresas são feitas por pessoas, e, neste caso, seus founders se destacam pelo profissionalismo, companheirismo e inovação. Além do apoio financeiro, a disponibilização de mentorias, consultorias e capacitações pelo Programa contribui para aumentar a chance de sucesso da Hablla”.
O ecossistema brasileiro de startups tem demonstrado sinais de maturidade. Segundo análise publicada pela NeoFeed, os investimentos de venture capital no acumulado de janeiro a setembro de 2025 alcançaram R$ 4,6 bilhões, com investidores adotando critérios mais rigorosos de avaliação. O setor de tecnologia passou de 7,1% dos investimentos em 2022 para 20,4% em 2025, evidenciando a consolidação de empresas com soluções tecnológicas aplicadas.
De acordo com a empresa, os recursos captados serão destinados à expansão da operação, evolução tecnológica da plataforma e fortalecimento da estrutura comercial, mantendo o foco em crescimento sustentável, eficiência operacional e ampliação da atuação no mercado brasileiro e da América Latina.
Do atendimento ao boleto bancário: aplicativo pode concentrar toda jornada comercial brasileira em uma única plataforma
Em um único dia, a plataforma Hablla processou simultaneamente: disparos de boletos de uma universidade para milhares de estudantes, atendimento automatizado de clientes em uma concessionária de veículos e campanhas promocionais de um resort para potenciais hóspedes. Tudo isso por meio do WhatsApp, em operações que envolveram dezenas de milhares de interações em tempo real.
"O que observamos é que empresas de segmentos completamente diferentes convergem para o mesmo comportamento: resolver tudo pelo WhatsApp", explica Rodrigo Xavier, CEO da Hablla e especialista em SaaS e gestão da informação. Segundo Rodrigo, essa convergência representa uma mudança estrutural no comportamento comercial brasileiro. O WhatsApp deixou de ser apenas um aplicativo de mensagens para se transformar no epicentro da atividade comercial do país, concentrando funções que antes exigiam múltiplos sistemas: CRM, plataforma de vendas, canal de atendimento, meio de pagamento e até sistema de gestão financeira.
Os dados revelam a magnitude dessa transformação comportamental. Segundo relatório da Opinion Box, 82% dos usuários do WhatsApp já se comunicam com marcas pelo aplicativo. Mais notável ainda: 97% dos brasileiros acessam o app pelo menos uma vez por dia.
Além disso, segundo dados da Statista, o Brasil é o terceiro maior mercado do aplicativo no mundo e o maior mercado fora da Ásia.
"Estamos presenciando um fenômeno único no mundo: a convergência total de processos empresariais em uma única plataforma de comunicação", avalia Rodrigo Xavier, CEO da Hablla. "O Brasil desenvolveu um ecossistema comercial completo dentro do WhatsApp que não existe em nenhum outro país com essa intensidade".
A convergência acontece porque o WhatsApp está instalado no smartphone de quase todos os brasileiros, criando um ambiente natural para transações comerciais. Diferentemente de outros mercados, em que e-commerce e atendimento ao cliente seguem canais separados, o consumidor brasileiro desenvolveu a expectativa de resolver tudo em um só lugar.
"O que observamos é que o consumidor não quer mais navegar entre diferentes aplicativos para comprar, pagar, reclamar ou pedir suporte", analisa Marcus Barboza, CRO da Hablla. "Ele quer tudo concentrado onde já passa a maior parte do tempo digital: no WhatsApp".
Essa convergência criou um desafio empresarial inédito. Empresas precisam gerenciar vendas, atendimento, cobrança, marketing e relacionamento pós-venda por meio de conversas individuais, muitas vezes simultâneas, sem perder qualidade ou informações importantes.
A complexidade aumenta quando se considera que nove em cada dez pessoas abrem o WhatsApp pelo menos uma vez ao dia, sendo que 36% deixam o aplicativo aberto durante todo o dia, ainda segundo a Opinion Box. Isso significa expectativa de resposta imediata e disponibilidade constante.
"As empresas que não conseguem gerenciar essa convergência adequadamente perdem clientes rapidamente", observa Rodrigo Xavier. "Não basta estar no WhatsApp, é preciso ter sistemas que integrem todas as funções comerciais de forma inteligente, e isso requer uma visão de gestão da informação completamente nova".
Para atender a essa demanda, surgem soluções tecnológicas que transformam o WhatsApp em um verdadeiro centro de operações comerciais. Plataformas especializadas permitem integrar CRM, automação de marketing, gestão financeira e análise de performance, tudo conectado à API oficial do WhatsApp.
"Nossa experiência com clientes de diversos segmentos mostra que empresas que conseguem unificar todos os processos comerciais no WhatsApp aumentam a conversão significativamente", relata Marcus Barboza. "A diferença está em não tratar cada conversa como um evento isolado, mas como parte de uma jornada comercial completa que precisa ser orquestrada".
Ainda segundo Marcus, metodologias como o Marketing Conversacional Integrado emergem para organizar essa complexidade, definindo fluxos que conectam desde a primeira interação até o pós-venda, mantendo o histórico completo de cada cliente em um ambiente unificado.
Segundo projeções dos fundadores da Hablla, o modelo brasileiro de convergência no WhatsApp tende a se expandir para outros mercados latino-americanos. Países como México e Argentina já apresentam sinais de adoção semelhantes.
"O que aconteceu no Brasil é um laboratório para o futuro do comércio digital global", prevê Rodrigo. "Outras economias emergentes começam a replicar este modelo de convergência, em que uma plataforma de comunicação se torna o hub de toda atividade comercial".
A tendência é que novas funcionalidades sejam desenvolvidas especificamente para atender essa convergência: sistemas de pagamentos mais integrados, ferramentas de tradução automática e automações conversacionais que preservem o caráter pessoal das interações.
Para Marcus Barboza, essa não é apenas uma inovação tecnológica, mas uma redefinição profunda do relacionamento entre marcas e consumidores. “Quando uma empresa consegue concentrar todos os pontos de contato com o cliente em uma única plataforma, ela está criando um novo padrão de eficiência e proximidade. Isso muda tudo”, afirma.
Especialistas do setor avaliam que o cenário brasileiro representa um divisor de águas. “O que estamos vendo no Brasil é a consolidação de um modelo comercial conversacional”, observa Rodrigo Xavier. “Aqui, uma única conversa pode percorrer todo o funil de vendas, da descoberta ao pós-venda”.
Rodrigo aponta ainda que, diante desse novo paradigma, não se adaptar pode ter um custo alto. “Não estar preparado para essa convergência significa perder relevância num mercado que já se movimenta em tempo real, na palma da mão do consumidor”, conclui.
Setor registra expansão de USD 17,05 bilhões para USD 49,80 bilhões, segundo projeções de mercado.
O mercado global de inteligência artificial conversacional deve crescer de USD 17,05 bilhões em 2025 para USD 49,80 bilhões até 2031, representando uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 19,6%, ou total de 192%, conforme dados setoriais.
No evento Open Cloud 2025, Dave Yuan, da Tidemark, apresentou uma tese sobre a evolução do setor tecnológico empresarial, dividida em três partes que abordam a transição de soluções integradas para sistemas nativos de IA.
Dados da McKinsey indicam que 98% das organizações estão explorando ativamente o uso de IA generativa, enquanto 39% já implementaram a tecnologia em produção. O relatório da consultoria aponta que 78% das empresas já integraram IA em pelo menos uma área operacional chave.
"A diferença entre empresas que apenas integram APIs de IA e aquelas que desenvolvem com inteligência artificial no núcleo das operações é significativa", afirma Marcus Barboza, CRO da startup de marketing conversacional integrado, Hablla. "As oportunidades reais estão nos fluxos críticos que ainda não foram automatizados com inteligência, especialmente em mercados verticais onde contexto importa mais que generalidade."
Marcus Barboza observa que organizações mantêm fluxos manuais invisíveis como planilhas dinâmicas, processos colaborativos e workarounds operacionais. "Esses pontos representam onde a IA pode gerar mais valor, mas apenas se for implementada com contexto específico e integração real com os sistemas existentes", explica.
Agentes de IA já podem manter conversas com clientes e executar ações integradas como verificação de dados e prevenção de fraude.
Dave Yuan, em sua apresentação, destacou a importância do controle de pontos críticos operacionais: atendimento, follow-up, reengajamento, pré-venda, cobrança e pós-venda. Segundo o executivo da Tidemark, empresas precisam implementar IA em seus produtos de forma útil para se manterem competitivas.
"O jogo agora é vencer nas bordas e ganhar o centro", disse Yuan durante o evento. "Quem controla o ponto crítico da operação constrói vantagem competitiva defensável."
Dados coletados de mais de 17 milhões de sessões de compra online mostram como interações impulsionadas por IA impactam desde velocidade de conversão até valor médio de pedidos.
"Essa não é mais uma tendência futura, é a realidade operacional de hoje", analisa Marcus Barboza. "Enquanto algumas empresas ainda integram IA em soluções existentes, outras estão redesenhando completamente suas arquiteturas conversacionais."
Ainda segundo o executivo, “a transformação exige infraestrutura nativa de IA, contexto como vantagem competitiva e agentes que operam com autonomia dentro de sistemas auditáveis. A era do copiloto acabou. A era da infraestrutura inteligente começou. Para empresas que dependem de comunicação com clientes - vendas, suporte, cobrança ou retenção - essa mudança não é opcional, é existencial."
Estudo projeta que, até 2027, o setor de IA poderá consumir mais de 6 bilhões de metros cúbicos de água por ano. O gasto está ligado ao resfriamento de servidores, que exige intensa evaporação de água para manter os sistemas operando
Estudo das universidades de Colorado Riverside e da Texas Arlington estima que, até 2027, o setor de IA pode consumir mais de 6 bilhões de metros cúbicos de água por ano, equivalente à retirada total de quatro Dinamarcas.
O motivo está no processo de resfriamento dos servidores. Os sistemas operam em temperaturas extremamente altas, exigindo soluções de refrigeração intensivas que dependem principalmente da evaporação da água.
Segundo pesquisa divulgada pelo Washington Post em parceria com pesquisadores da Universidade da Califórnia, gerar um texto de 100 palavras no ChatGPT-4 consome, em média, 519 mililitros de água. Para dimensionar o impacto: a cada 1 resposta de até 100 palavras, meio litro de água potável é evaporado.
A Microsoft, um grande operador de data centers, diz que 42% da água que consumiu em 2023 veio de "áreas com estresse hídrico" (onde a demanda por água excede a quantidade disponível em um determinado local e período). No caso do Google, outro grande operador de data centers, 15% da água utilizada veio de áreas com "alta escassez de água".
"Estamos presenciando um paradoxo tecnológico: enquanto a IA promete resolver problemas globais, ela própria está criando uma pressão sem precedentes nos recursos hídricos mundiais", analisa Rodrigo Xavier, CEO da Hablla e especialista em SaaS e gestão da informação. "Os dados mostram que precisamos analisar melhor e urgentemente como utilizamos essas tecnologias".
Cada interação com ferramentas de IA é medida em tokens, unidades de processamento que representam palavras, caracteres ou conceitos. Quanto mais complexa a solicitação, maior o número de tokens processados e, consequentemente, maior o consumo de energia e água necessário para o resfriamento dos servidores.
“O consumo de recursos não está apenas na geração da resposta, mas no processamento de cada token”, explica Álvaro Magri, mestre em Ciência da Computação, pesquisador em bioinformática e CTO da Hablla. “Uma única consulta complexa pode envolver milhares de tokens, aumentando significativamente o impacto ambiental".
Diante deste cenário, o mercado aponta para a necessidade de ferramentas que controlem quando e como os recursos de inteligência artificial são utilizados.
"O futuro da IA sustentável passa por soluções que permitam às empresas definir estratégias precisas de uso de tokens e recursos computacionais", comenta Rodrigo. "Ferramentas que oferecem controle granular sobre quando um agente autônomo acessa bases de conhecimento podem representar economias significativas tanto em custos quanto em impacto ambiental".
Algumas soluções de mercado já permitem configurar agentes autônomos para que consultem bases de conhecimento apenas em momentos estratégicos, evitando processamentos desnecessários. Ainda segundo Rodrigo, esse tipo de funcionalidade já está presente em soluções como as desenvolvidas pela Hablla. “Esse tipo de funcionalidade representa um passo importante rumo ao equilíbrio no uso de tokens, por consequência, no consumo indireto de energia e água envolvido na operação de modelos de inteligência artificial".
Até 2026, o consumo de eletricidade de data centers, incluindo aqueles usados para o desenvolvimento e treinamento da inteligência artificial, pode aumentar até 1.050 TWh. Esse crescimento equivale a mais ou menos a demanda de eletricidade de toda a Suécia, conforme o relatório anual de eletricidade da Agência Internacional de Energia (AIE).
Além disso, a adesão a ferramentas de inteligência artificial cresce exponencialmente, aumentando, assim, o consumo de água para seu funcionamento. De acordo com Brad Lightcap, Diretor de Operações da OpenAI, o ChatGPT registra 400 milhões de usuários semanais. Dessa forma, o volume diário de água consumido pela plataforma poderia abastecer cidades pequenas por um dia inteiro.
“Com a inteligência artificial se tornando indispensável para diversos setores da economia, a questão não é mais se devemos usar essas tecnologias, mas como fazê-lo de forma responsável”, conclui Álvaro.
A empresa de tecnologia Hablla foi certificada pela Meta como Business Solution Provider (BSP), tornando-se uma das provedoras oficiais no Brasil para a API do WhatsApp Business e outras soluções corporativas.
A empresa Meta, proprietária das plataformas WhatsApp, Instagram e Facebook, certificou a startup brasileira Hablla como uma nova Business Solution Provider (BSP) em seu programa global de parcerias. Com a designação, a empresa passa a ser uma fornecedora autorizada a distribuir e gerenciar o acesso à Interface de Programação de Aplicações (API) oficial do WhatsApp Business.
A inclusão da Hablla amplia o quadro de parceiros tecnológicos no país habilitados a oferecer a infraestrutura oficial da Meta para empresas que utilizam o aplicativo de mensagens em suas operações de comunicação. A função de um BSP é prover a conexão técnica entre as empresas e a API do WhatsApp, garantindo que o uso da ferramenta esteja em conformidade com as políticas da Meta.
O uso de canais de comunicação digital para fins comerciais é uma prática consolidada no mercado brasileiro. De acordo com dados da Statista de 2024, o Brasil possui mais de 147 milhões de usuários ativos no WhatsApp, o que posiciona o aplicativo como um canal central para interações entre empresas e consumidores. Além disso, 82% dos brasileiros já utilizam o WhatsApp para se comunicar com empresas, e 60% afirmam já ter feito compras pelo aplicativo, de acordo com relatório da Opinion Box.
A principal distinção técnica do modelo BSP é que a comunicação é processada através de uma infraestrutura que segue os protocolos de segurança e estabilidade da Meta. Isso representa uma alternativa ao uso de sistemas não oficiais, que podem apresentar riscos como instabilidade e violação dos termos de serviço da plataforma. Além disso, a parceria habilita os BSPs a terem acesso direto a canais de suporte técnico avançado da Meta e a receberem acesso antecipado a novas funcionalidades em desenvolvimento, que podem ser posteriormente disponibilizadas aos seus clientes.
Segundo Marcus Barboza, CRO da Hablla, a certificação tem implicações diretas na oferta de serviços da empresa. "Tornar-se um BSP nos permite fornecer aos nossos clientes a infraestrutura oficial da Meta. Na prática, isso significa que as soluções de comunicação que eles utilizam são construídas sobre a base tecnológica autorizada, o que é um fator relevante para a segurança e a escalabilidade das operações de comunicação", afirma.
O programa de BSPs da Meta é global e inclui empresas de tecnologia de diversos portes que passam por um processo de avaliação técnica e de negócios para obter a certificação.
Nova política do WhatsApp Business muda cobrança por template e abre possibilidade de estender a janela de 24h
Desde 1º de julho de 2025, o WhatsApp Business Platform passou a operar com um novo modelo de cobrança e categorização de mensagens. A mudança, promovida pela Meta, substitui o sistema baseado em conversas por uma estrutura baseada em mensagens por template, o que traz impactos diretos para empresas que usam a plataforma como canal de relacionamento com seus clientes.
Historicamente, o WhatsApp Business API funcionava com um modelo de cobrança baseado em conversas: uma taxa era aplicada a cada janela de 24 horas iniciada pela empresa, após o envio de uma mensagem. Agora, a Meta migrou para um sistema de cobrança por mensagem de template (mensagens pré-formatadas aprovadas pela Meta), utilizadas para diferentes propósitos, como envio de segunda via, avisos ou campanhas.
Com a nova regra, cada mensagem de template enviada tem um custo, seja ela de marketing, autenticação ou utilidade. A única exceção são os templates de utilidade enviados dentro da janela de atendimento ao cliente, ou seja, em resposta a uma interação do usuário, que permanecem gratuitos.
Outra mudança importante: a janela de 24h agora só começa a contar após a resposta do cliente e, a cada nova resposta, ela é renovada por mais 24h. Isso permite conversas mais longas e interações mais fluídas sem cobrança adicional, desde que o cliente siga respondendo.
Além disso, a Meta também implementou faixas de volume para templates de utilidade e autenticação: empresas com maior uso podem se beneficiar de preços mais baixos por unidade.
A nova precificação representa um desafio e uma oportunidade para as empresas. Estratégias pouco planejadas, com disparos excessivos ou mensagens fora de contexto, podem gerar aumento nos custos. Por outro lado, empresas com boa gestão de jornada e foco em atendimento tendem a se beneficiar do engajamento gerado pela estratégia, além da gratuidade dos templates de utilidade dentro da janela de conversa, se usados corretamente.
Rodrigo Xavier, CEO da startup de marketing conversacional integrado, Hablla, comenta sobre a relevância dessas mudanças para o mercado. “Essa evolução na precificação do WhatsApp não é apenas uma alteração de custo, mas um catalisador para uma comunicação mais intencional e estratégica. As empresas agora são incentivadas a refinar suas mensagens, garantindo que cada interação agregue valor real ao cliente. É um movimento que, a longo prazo, pode elevar a qualidade das interações digitais e fortalecer o relacionamento entre marcas e consumidores”.
Diante desse novo cenário, especialistas indicam que a tecnologia emerge como pilar fundamental para a adaptação das empresas. “A automação e a inteligência artificial (IA) tornam-se ferramentas indispensáveis para gerenciar o volume de mensagens, otimizar o uso de templates e personalizar a comunicação em escala. A capacidade de integrar diferentes sistemas — como CRM, plataformas de atendimento e canais de comunicação — é vital para ter uma visão unificada do cliente e garantir que as mensagens certas sejam enviadas no momento certo, respeitando as novas diretrizes de precificação”, afirma Álvaro Magri, CTO da Hablla.
Álvaro também destaca a importância da infraestrutura tecnológica nesse contexto. “A complexidade crescente das interações digitais exige plataformas que possam auxiliar nessa comunicação de forma inteligente. A IA, por exemplo, pode contribuir para o atendimento rápido, a personalização de conteúdo e a identificação de oportunidades para o uso de templates de utilidade. A integração de sistemas, por sua vez, garante que os dados fluam livremente, permitindo que as empresas tomem decisões baseadas em informações precisas e reajam rapidamente às necessidades dos clientes, otimizando o uso dos templates e evitando custos desnecessários”.
O sucesso no novo ambiente do WhatsApp Business dependerá da capacidade das empresas de otimizar suas estratégias de comunicação. Isso inclui a revisão e o aprimoramento dos templates existentes, a criação de novos templates que se alinhem às categorias de utilidade e marketing, e a implementação de fluxos automatizados que garantam a conformidade com as políticas da Meta. A personalização em massa, impulsionada por dados e IA, será um diferencial competitivo, permitindo que as empresas entreguem mensagens relevantes e oportunas, sem culminar em custos excessivos.
Marcus Barboza, CRO da Hablla, enfatiza a necessidade de uma abordagem proativa. “As empresas precisam ir além da simples adaptação e buscar a otimização contínua. Isso envolve analisar o desempenho dos templates, testar diferentes abordagens e investir em plataformas que ofereçam a flexibilidade e a inteligência necessárias para navegar nesse novo cenário. O marketing conversacional, agora mais do que nunca, exige uma visão integrada que conecte marketing, vendas e atendimento ao cliente, com a IA no centro da estratégia para garantir que cada interação seja eficiente e eficaz”.
“As mudanças no WhatsApp Business Platform marcam uma nova fase na comunicação empresarial. Aquelas empresas que souberem se adaptar, investindo em tecnologia e estratégias de comunicação inteligentes, estarão mais bem posicionadas para prosperar nesse ambiente dinâmico, transformando os desafios em oportunidades para fortalecer o engajamento com seus clientes”, conclui Marcus.
A mudança da Meta marca um ponto de inflexão na comunicação corporativa via WhatsApp. Ainda segundo Marcus, “ela obriga o mercado a sair da lógica de ‘volume por presença’ para uma nova era de ‘valor por contexto’. Nesse cenário, metodologias que promovem a sincronia entre as áreas de marketing, vendas, CS e atendimento são cruciais, como a metodologia MCI (Marketing Conversacional Integrado). Para maximizar o engajamento e auxiliar na minimização de custos, outras soluções são recomendadas, como orquestração via IA generativa, automação inteligente e conversas guiadas por dados e contexto”.
Sistemas de inteligência artificial que tomam decisões de forma independente já fazem parte do cotidiano de consumidores e empresas. Segundo relatório da Research Nester, o mercado global de agentes autônomos deve saltar de US$ 7,84 bilhões em 2025 para US$ 783,27 bilhões até 2037.
O mercado global de agentes autônomos, sistemas de inteligência artificial capazes de tomar decisões e executar tarefas sem intervenção humana constante, deve expandir de US$ 7,84 bilhões, em 2025, para US$ 783,27 bilhões até 2037. A projeção faz parte de um relatório divulgado pela consultoria Research Nester.
De acordo com o relatório, o crescimento do setor, com taxa média anual (CAGR) estimada em 42,5%, reflete a rápida adoção de tecnologias autônomas em diversos setores da economia.
Os números revelam a dimensão dessa transformação. De acordo com pesquisa global do Capgemini Research Institute, 32% dos executivos colocaram os agentes de inteligência artificial como a principal tendência tecnológica para 2025. Já segundo a National Retail Federation, os agentes de IA foram colocados como protagonistas do varejo ainda este ano,
Álvaro Magri, mestre em Ciência da Computação, pesquisador em bioinformática e CTO da Hablla, explica que o avanço foi incorporado ao cotidiano de forma gradual. "Quando um usuário pede a uma assistente virtual para tocar uma música ou recebe uma sugestão de filme personalizada em uma plataforma de streaming, há um agente autônomo processando dados e tomando decisões de forma independente", afirma.
A expectativa gerada pelo consumidor de ter interações digitais mais customizadas, personalizadas e proativas também pressiona empresas a adotarem soluções com maior nível de automação e inteligência. Estudo da McKinsey aponta que 71% dos consumidores esperam interações personalizadas e 76% se decepcionam quando elas não acontecem.
"O mercado tem demandado soluções que vão além da simples automação. Existe uma busca por experiências que utilizem o contexto e a intenção da conversa para gerar respostas mais assertivas", explica Marcus Barboza, Chief Revenue Officer da Hablla.
A startup brasileira desenvolveu uma plataforma de Marketing Conversacional Integrado (MCI), que incorpora agentes autônomos para gerenciar interações em canais como WhatsApp, centralizando atendimento, marketing e vendas.
"Quando falamos de agentes autônomos, não estamos falando de robôs que substituem pessoas, mas de parceiros inteligentes que amplificam nossa capacidade de criar conexões reais com clientes", explica Marcus. "É a diferença entre ter um atendente automático que segue um script rígido e ter um assistente inteligente que entende contexto, personaliza abordagens e aprende com cada interação".
Além do crescimento em volume de mercado, o avanço dos agentes autônomos também aponta para uma transformação no modelo de trabalho. De acordo com a pesquisa feita pela Inc. e Salesforce, 91% dos executivos estão otimistas sobre como a inteligência artificial ajudará seus negócios daqui para frente.
Para Álvaro, a tendência é que os agentes autônomos passem a atuar como extensões das equipes humanas, ampliando a capacidade de atendimento e resposta das empresas. "A evolução não está na substituição de pessoas, mas na criação de recursos que potencializam a produtividade e a capacidade de análise", afirma.
A era dos agentes autônomos, segundo o especialista, “já faz parte da realidade tecnológica de empresas e consumidores, com impactos diretos nas estratégias comerciais e operacionais de diferentes segmentos”.
Com a crescente demanda por talentos no setor de tecnologia, empresas e universidades têm buscado formas de reduzir o déficit de profissionais qualificados. Nesse contexto, Hablla e UNESP firmaram parceria para aproximar estudantes do mercado de trabalho e alinhar a formação acadêmica às necessidades do setor.
A constante evolução do mercado de tecnologia também trouxe um desafio: a escassez de profissionais qualificados. O Brasil forma, anualmente, cerca de 53 mil profissionais de Tecnologia da Informação, enquanto a demanda média por essa mão de obra é de 159 mil. Além disso, em 2023, o país investiu aproximadamente US$ 50 bilhões em tecnologia da informação, conforme estudo da ABES. No entanto, mesmo com esse alto índice de investimento, muitas empresas enfrentam dificuldades em encontrar talentos com as habilidades necessárias para preencher essas posições.
Para reduzir essa lacuna, algumas empresas têm optado por soluções internas para qualificar suas equipes ou por parcerias com instituições de ensino. A Universidade Estadual Paulista (UNESP) é uma das instituições que abriu espaço para colaborações com o setor privado. Em 2024, a universidade firmou uma parceria com a Hablla, startup de marketing conversacional generativo, buscando oferecer aos alunos uma formação mais alinhada à prática do mercado de trabalho.
Além da falta de profissionais qualificados, a queda no interesse de jovens em ingressar no ensino superior, especialmente em áreas técnicas, tem se tornado um fator que agrava o déficit de mão de obra no setor de tecnologia, segundo Adriana Barbosa Santos, Professora Assistente Doutora do Departamento de Ciências de Computação e Estatística da UNESP. "A evasão nos primeiros anos de curso tem aumentado, em parte, devido ao descompasso entre a expectativa dos estudantes antes de ingressarem na universidade e a realidade do dia a dia acadêmico”.
Ela destaca que, para reduzir esse problema, a aproximação entre empresas e instituições de ensino pode ser uma estratégia relevante. "As parcerias são uma forma de criar uma cultura de valorização da formação técnica, ajudando os estudantes a se sintonizarem com as reais demandas do mercado", afirma.
Nesse contexto, o estágio e a experiência prática se tornam elementos essenciais na formação dos futuros profissionais. Bruno Vinicius Veronez de Jesus, estagiário na Hablla e estudante de Ciência da Computação, destaca que o estágio tem sido crucial para sua trajetória acadêmica. "A experiência foi essencial para a minha formação. Pude aplicar os conhecimentos que vi na teoria e no desenvolvimento de projetos na universidade", relata Bruno. Além disso, ele reforça a importância da comunicação, uma habilidade que considera fundamental na área de tecnologia. "Aprendi a me comunicar melhor com a equipe, entender as diferentes formas de expressar ideias e ter paciência para abordar cada pessoa de maneira eficaz", afirma.
A estagiária Lara Cesquini Stopa compartilha uma visão semelhante. "A adaptação entre teoria e prática tem sido muito interessante, porque aprendi coisas que não vi na faculdade e pude aplicar a lógica de programação de uma maneira muito mais prática", comenta. Ela também destaca a relevância do trabalho em equipe: "Aprendi como é trabalhar em um projeto com outras pessoas, cada uma com suas responsabilidades, e isso me preparou para um futuro profissional mais colaborativo".
Essas experiências vão ao encontro da visão da professora Adriana sobre a importância da parceria entre empresas e universidades. "Ao promover o amadurecimento acadêmico, técnico e pessoal do estagiário, esse tipo de experiência acelera o desenvolvimento tanto das habilidades técnicas (hard skills) quanto das comportamentais (soft skills), seja direta ou indiretamente", explica.
A pesquisa Força de Trabalho 2.0, da Mercer, aponta que 48% dos líderes de recursos humanos veem a falta de habilidades como uma ameaça aos negócios. Essa percepção tem levado empresas a buscar estratégias para desenvolver seus profissionais desde a base. A parceria entre a Hablla e a UNESP, por exemplo, também tem como objetivo reduzir o déficit de profissionais qualificados no setor de tecnologia.
Adriana ainda destaca que iniciativas voltadas para a qualificação desde cedo podem ser uma das soluções para minimizar a escassez de profissionais. "Promover uma interação mais efetiva entre empresas, universidades e também escolas públicas é um caminho importante para entender quais são as lacunas de formação que ainda precisam ser trabalhadas".
Álvaro Magri, CTO da Hablla e ex-aluno, mestre e doutorando pela UNESP, explica que a parceria surgiu para contribuir na redução dessa disparidade, desenvolvendo novos talentos em um ambiente que une inovação e formação. "Além disso, a Hablla planeja replicar o modelo em outras universidades, criando uma rede de colaboração acadêmico-profissional", afirma Magri.





